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Descargas Atmosféricas: Proteção Elétrica SPDA

O Brasil é o país que mais registra descargas atmosféricas no mundo, com uma média anual de 77,8 milhões de raios, segundo levanto do INPE. Logo, devemos nos preocupar com os raios, que, além de apresentar riscos ao ser humano, podem causar sérios danos em equipamentos, dispositivos e instalações elétricas.


Quando se leva em consideração esses dados e os danos que podem ser causados por esses fenômenos, pode-se ver o porquê é tão importante que indústrias e empresas tenham um bom Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas ou SPDA.


O SPDA, como o nome já sugere, serve para proteger toda uma instalação elétrica de uma indústria, comércio ou residência dos prejuízos que podem ser ocasionados por um relâmpago. A norma regulamentadora NR10 estabelece que todo estabelecimento que tenha potência instalada superior a 75KW deve possuir e manter atualizado o prontuário das instalações elétricas (PIE).


Dentro desta documentação deve conter o relatório de inspeção do sistema SPDA e do aterramento elétrico. Desta forma as empresas são responsáveis por construir e manter o sistema SPDA em funcionamento. Além disso, o corpo de bombeiros exige a presença de SPDA em edifícios com mais de 30 metros de altura, instalações comerciais e industriais com mais de 1500 m² de área construída e também em outras edificações a critério do Corpo de Bombeiros, nas quais a presença se faça justificável.


Ademais, uma empresa pode ser penalizada através de multas se danos ocasionados pela ação de raios atingirem funcionários, terceirizados e até mesmo equipamentos.

As três partes que compõem o sistema de proteção são chamadas de captação, descida e aterramento, funcionam de forma interligada para que se forem atingidas por uma descarga a mesma seja captada por meio de para-raios e conduzida até o solo, onde o aterramento distribui a eletricidade para a malha de aterramento em torno da edificação, dissipando assim a grande quantidade de energia presente no raio, que por sua vez não atinge o interior da edificação, e evitando possíveis prejuízos materiais ou físicos nos indivíduos presentes internamente. Os três subsistemas do SPDA devem ser projetados seguindo as recomendações da NBR 5419 – Proteção contra descargas atmosféricas, o qual contém também as instruções para que seja realizada a manutenção.


Vale ressaltar também que, para garantir a proteção interna da instalação elétrica devem ser utilizados Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS), de uso obrigatório pela norma ABNT NBR 5410. O dispositivo tem como função a proteção das instalações elétricas e dos equipamentos eletroeletrônicos, e ainda garante o escoamento da sobretensão causada pela descarga atmosférica.


Como comentado acima, o SPDA deve ser projetado e executado de acordo com a norma brasileira, que prevê também a manutenção do mesmo. E quando se garante que a instalação elétrica possui tanto a proteção externa quanto a proteção interna, não existem preocupações com o efeito de uma descarga elétrica, pois a segurança das pessoas que estão na edificação é garantida e a preservação dos equipamentos se faz presente.


Referências:

<http://www.inpe.br/webelat/homepage/menu/noticias/release.php?id=72#:~:text=Videos%20de%20Prote%C3%A7%C3%A3o%20contra%20Raios,-Release%20ELAT&text=Levantamento%20in%C3%A9dito%20realizado%20pelo%20Grupo,foi%20de%2077%2C8%20milh%C3%B5es.>



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