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Projetos elétricos: do lápis aos computadores

O que é um projeto elétrico? Como já foi dito em outra postagem do blog, de maneira resumida é a previsão da instalação, com todos seus detalhes, localização dos pontos de utilização da energia elétrica, comandos, trajetos dos condutores, divisão em circuitos, seção dos condutores, dispositivos de manobra, carga de cada circuito, etc. Porém, esse mesmo projeto que hoje passa pela mão de engenheiros, arquitetos e empresas com um simples e-mail enviado antigamente passava por um processo bem mais complexo.


Há cerca de 60 anos, quando as primeiras normas brasileiras de instalações elétricas foram publicadas ainda baseadas nos códigos elétricos norte-americanos, a história do desenvolvimento de projetos e execução de instalações elétricas no Brasil estava oficialmente começando. Mas sem a disponibilidade de computadores e softwares para auxiliar nessa tarefa, o que hoje é um trabalho essencialmente mais simples requeria muito mais minuciosidade e cuidado. Os projetos tinham que ser confeccionados à mão, ou seja, todos os componentes e ligações tinham que ser desenhados com cuidado para sempre ter o máximo de clareza e facilitar a interpretação. Muitas vezes um pequeno erro devido à falta de atenção exigia que o projeto todo fosse refeito.


Para minimizar possíveis retrabalhos, algumas etapas eram sempre feitas antes de começar o projeto descritivo. O estudo preliminar se dava para conhecer a estrutura a qual seria desenvolvida o trabalho e o pré-executivo focava nos serviços que iriam compreender o projeto, bem como estimativas de custo, duração e o resultado almejado. Por último havia o estudo executivo, que definia os conjuntos necessários para a execução completa do serviço, levando em conta todas as interferências possíveis.


Após essas 3 etapas o engenheiro eletricista dava início ao projeto elétrico, que era feito à lápis em um papel manteiga colocado por cima da planta da edificação, deixando uma margem grande para erros como você deve imaginar. Em seguida era passada a caneta nanquim e uma camada de talco por cima para ajudar a tinta a fixar e evitar borrar. Esse processo perdurou por alguns bons anos, já que mesmo os primeiros softwares de projetos serem criados por volta de 1950, somente com a popularização e maior acesso aos computadores na década de 1990 que os profissionais dessa área tiverem acesso às novas facilitações.


Os projetos elétricos sofreram várias mudanças nesse período, pois vários softwares e atualizações saindo constantemente afetam diretamente como eles são feitos e sua forma finalizada. Com esses avanços, porém, um novo problema começou a dar as caras. Com o processo mais automatizado, mais rápido e mais editável, a personalização de cada projeto para cada usuário e cada necessidade se torna um fator bem mais fácil de passar despercebido, já que a utilização de modelos editáveis se tornou uma prática mais comum, sem contar que a possibilidade de várias pessoas conseguirem editar o mesmo projeto com facilidade pode ocasionar problemas com o avançar de um projeto se não tomados os devidos cuidados.


Nesse cenário de constantes evoluções tecnológicas e metodológicas, fica evidente a necessidade de profissionais que estejam constantemente estudando e antenados aos avanços na área, fazendo sempre o uso mais eficiente das opções e consequentemente oferecendo um serviço da melhor qualidade.





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