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Os desafios da eficiência energética

Não é de hoje que o tema eficiência energética vem rodando nas empresas, indústrias e até em nossas casas. Desde programas de incentivo feitos pelo governo até ao indivíduo que troca as lâmpadas comuns de casa por LED, todos buscam a mesma coisa, realizar a mesma tarefa consumindo menos energia. Essa é a premissa base da eficiência energética, que apesar de simples se torna algo complicado de trazer para a realidade em diversas situações.


Exemplos domésticos como tomar banhos mais curtos, não deixar luzes acesas sem necessidade, etc., são mais fáceis de serem aplicados no dia a dia, porém quando passamos para uma realidade mais ampla nossas perspectivas não são das mais animadoras. Uma pesquisa feita em 2018 pelo Conselho Americano para uma Economia Energeticamente Eficiente (com a sigla ACEEE em inglês) colocou o Brasil na 20° posição entre as 25 maiores economias do mundo no que se trata de esforços nacionais, edificações, indústria e transporte.

Figura 1 Ranking dos países em eficiência energética. Disponível em:https://ecoa.org.br/eficiencia-energetica-brasil-na-rabeira-global/


Apesar de ser um problema de raízes muito profundas, podemos destacar algumas razões que contribuem para esse resultado. Em nosso país não temos um planejamento à longo prazo bem estruturado sobre esse tema, a maior parte das últimas legislações que temos foram criadas em resposta à eventos momentâneos de dificuldade ao atendimento à demanda de energia, como o choque internacional do petróleo na década de 70 e o racionamento de energia elétrica em 2001.



Além disso, a maior parte dessas iniciativas que tivemos foram focadas no consumo residencial, muitas vezes deixando de lado os maiores consumidores de energia nacional que são as indústrias (33% do total do país, EPE 2017), sendo que destas cerca de 80% utilizam como fonte principal de energia a elétrica (CNI, 2013). Logo, políticas e ações que visam essa área tem um potencial muito grande de trazerem benefícios tanto ambientais como econômicos para nós.


Mas devemos simplesmente esperar decisões vindas de cima para mudarmos? Com certeza não. Empresas de todos os tamanhos podem aderir a programas e incentivos à eficiência energética visualizando sempre o potencial que há por traz disso, pois além de olhar para o financeiro deve-se levar em conta que práticas sustentáveis te colocam em sintonia com o panorama global que estamos vivendo e com as tendências do mercado financeiro, todos saem ganhando.


É importante alertar, no entanto, que as ações e as políticas da empresa devem agir de acordo, de nada adianta a promoção de um ambiente eficiente com palestras, eventos, etc., se na primeira dificuldade que houver recursos que seriam destinados a esse fim são os primeiros a serem cortados. É necessário um esforço coletivo e de longo prazo para que consigamos mudar o quadro em que nos encontramos e avançarmos num tema tão importante.


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