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Um pouco de história sobre eletricidade e engenharia

A engenharia elétrica hoje em dia é uma área de importância inegável para nossa sociedade, atuando em diversas áreas como geração de energia, telefonia, automação, saúde e biomedicina, entre muitas outras. Porém, até chegarmos no nível que temos hoje em dia, como toda a modernização e evolução rápida e constante, muitos processos e descobertas foram necessárias ao longo do tempo, e são algumas dessas que vamos abordar hoje. 

O primeiro contato do homem com a eletricidade de que se tem relato se deu por volta de 623 a.C, pelo filósofo Grego Tales de Mileto, quando este esfregou um pedaço de âmbar e uma peça de pele de carneiro e percebeu que fragmentos de palha eram atraídas pelo âmbar. Algum tempo depois ainda na Grécia em 100 a.C, uma pedra chamada “magnetita” foi encontrada e relatos sobre suas propriedades foram feitos. Acontece que a magnetita ficava em uma região com forte incidência de raios, o que junto com uma propriedade da pedra chamada “histerese”, que fazia com que a pedra deixasse retido um campo magnético residual após receber a corrente dos raios, acabava provocando sua magnetização permanente. 

Já na idade média, que como sabemos foi um período de certo atraso científico e tecnológico por diversos aspectos, houveram sim alguns acontecimentos que podem nos chamar a atenção também. No século XIII, o primeiro registro que temos foi feito por Bartolomeu, um homem que tentou aplicar o magnetismo ao tratamento medicinal como mostra o trecho a seguir:

“(…) esta espécie de pedra devolve marido às viúvas e aumenta a elegância e charme do orador. Misturado ao mel cura febre, catapora...”

Um pouco mais adiante em 1269, Pierre de Magnicourt, um engenheiro da armada de Charles d’Anjou escreveu uma carta descrevendo como construir instrumentos usando imãs permanentes, sendo também o primeiro a utilizar o termo “polo” para se referir as extremidades de um imã. 

Chegando em 1800 com a revolução industrial, muitos avanços foram feitos e os estudos se aprofundavam cada vez mais. Um dos mais revolucionários foi o de Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta, ou somente Alessandro Volta, um químico e físico italiano. Ele iniciou os estudos com foco na área de eletrofisiológica, observando os efeitos das correntes elétricas no corpo humano buscando benefícios para a medicina, dando os primeiros passos a técnicas usadas hoje em dia como a estimulação elétrica craniana (EMT), usada como método de reestabelecimento do funcionamento cerebral em alguns casos. Continuando seus estudos, ele chegou em outra coisa que viria a se tornar muito utilizada cotidianamente até os dias atuais, a pilha. Utilizando dois eletrodos, um de zinco e outro de cobre, e ácido sulfúrico misturado com água como eletrólito, ele inventou a primeira pilha, que ficou conhecido como a pilha de Volta. 

Utilizando as descobertas sobre pilha, Giovani Aldini, um físico italiano, realizou estudos sobre galvanismo um tanto curiosos em animais e mais tarde em humanos, demonstrando os efeitos da eletricidade nos corpos de seres vivos, em seus músculos e também no cérebro, na mesma linha de Volta. Após um tempo realizando os experimentos em sapos e rãs, Aldini passou a utilizar corpos de criminosos que eram sentenciados à morte para realizar demonstrações, deixando muitas pessoas da época assustadas e chocadas quando viam corpos que estava decapitados se mexerem ou então cadáveres abrindo os olhos alguns momentos depois de serem mortos, isso devido à corrente elétrica a que eram submetidos para provocar esses espasmos.

Chegando finalmente na engenharia moderna, muitos nomes conhecidos começaram a surgir como Benjamin Franklin, Michael Faraday, James C. Maxwell, Thomas Edison, entre outros, todos contribuindo para o desenvolvimento deste campo de pesquisa gigante que sabemos que temos hoje. Energias renováveis, geração distribuída, automações, biomedicina, etc., esses são alguns dos avanços que chegamos hoje graças a uma história construída através de ideias, de tentativas e erros e de gerações, e nós somos os próximos a continuar escrevendo, num ritmo cada vez maior e cada vez mais desafiador a cada ano que passa.


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