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Eficiência Energética em Edificações

A energia utilizada de forma racional pode ser determinada como eficiência energética, que nada mais é do que usar a energia de modo eficiente para atingir determinados resultados. Por definição, a eficiência energética tem como base um estudo técnico e econômico analisando a relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização, trazendo assim uma redução no seu consumo em kWh/mês.


De acordo com Atlas da Eficiência Energética do Brasil 2019, as edificações consomem 16% da energia total e 51% da eletricidade do país. Sendo que entre os anos de 2005 e 2018, o consumo de energia das edificações passou de 30,7 milhões para 37,8 milhões de tep ("tonelada equivalente de petróleo", que é uma unidade de medida utilizada para contabilizar energia de diferentes fontes).


Desde a década de 80 no Brasil, iniciou-se a formulação de novas políticas com o foco em eficiência energética com o PBE e o Procel. Um grande exemplo, que cabe destaque como implementação de políticas públicas é a “Lei de Eficiência Energética”.

“ A Lei de Eficiência Energética é o instrumento que determina a existência de níveis mínimos de eficiência energética (ou máximos de consumo específico de energia) de máquinas e aparelhos consumidores de energia (elétrica, derivados de petróleo ou outros insumos energéticos) fabricados ou comercializados no país, bem como de edificações construídas, com base em indicadores técnicos pertinentes e de forma compulsória. ” (PROCEL INFO).

Uma visão geral com o histórico das políticas específicas do setor de edificações pode ser visualizada abaixo.

Fonte: Atlas da Eficiência Energética do Brasil 2019.


Entretanto, por que você caro (a) consumidor (a) deve investir em eficiência energética na sua edificação, seja ela residencial, comercial ou pública? Quais serão seus benefícios?

· Diminuir o consumo de energia elétrica;

· Verificar se os equipamentos estão sendo utilizados de acordo com as suas especificações;

· Adequar o consumo e a demanda às reais necessidades;

· Estudo de viabilidade econômica e financeira podendo assim trazer uma redução no consumo de energia elétrica em kWh/mês de até 25%.

· Estudar a necessidade de novos investimentos em máquinas e equipamentos com melhor rendimento;

Aqui estão alguns exemplos práticos dados pela ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia).


Para a iluminação do empreendimento, apenas uma lâmpada tipo LED de 7 W tem o mesmo nível de iluminamento que uma lâmpada incandescente de 60 W. Dessa forma, a economia seria de 53 watts por hora ou quase 90% de economia apenas com a troca de uma lâmpada. Além disto, a durabilidade da lâmpada LED é 50 vezes maior e o calor que é transferido para o ambiente é menor, ou seja, locais climatizados gastarão menos energia para resfriar o ambiente.


Enquanto que para a climatização, um retrofit (troca de um sistema antigo por um novo) do sistema de 15 a 20 anos de operação poderá influenciar numa economia de 30 até 50% no custo da energia elétrica consumida, dependendo de como a manutenção foi feita nesse sistema durante o período. E reduzindo, consequentemente, o custo de manutenção após o retrofit.

Fontes:

http://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/atlas-da-eficiencia-energetica-brasil-2019

http://www.abesco.com.br/pt/o-que-e-eficiencia-energetica-ee/


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